Vejo a ampulheta tentando
Parar o tempo
que escorre
Pelo vidro... Infinitamente
E a areia
branca escoando
Sem alguém que
a socorre
Pelo vidro.
Exclusivamente
De repente uma
areia para
Nem se mexe e
até parece
Pelo
vidro... Contente
O grão de areia
me repara
Vê meus olhos,
reconhece
Pelo vidro... Ansiosamente
Ele era o líder
dos demais
E com uma ordem
reverte
Pelo
vidro... A corrente
A areia não escorre mais
Eu noto isso
atento, inerte
Pelo vidro... Descrente
Tudo então se
esclareceu
O grão já tinha
observado
Pelo
vidro... Felizmente
Que aqui você apareceu
Deixando o tempo
parado
No
vidro... Finalmente
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