domingo, 9 de agosto de 2026

A Ampulheta


Vejo a ampulheta tentando

Parar o tempo que escorre

Pelo vidro...   Infinitamente

 

E a areia branca escoando

Sem alguém que a socorre

Pelo vidro. Exclusivamente

 

De repente uma areia para

Nem se mexe e até parece

Pelo vidro...         Contente

 

O grão de areia me repara

Vê meus olhos, reconhece

Pelo vidro... Ansiosamente

 

Ele era o líder dos demais

E com uma ordem reverte

Pelo vidro...      A corrente

 

A areia  não escorre mais

Eu noto isso atento, inerte

Pelo vidro...      Descrente

 

Tudo então se esclareceu

O grão já tinha observado

Pelo vidro...     Felizmente

 

Que aqui você apareceu

Deixando o tempo parado

No vidro...       Finalmente

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