Brilhos
cintilantes caindo das nuvens
Quando alguém
mexe as asas assim
Como se
piscassem estrelas lá atrás
Como se o palco
fosse só de algodão
E o refletor
uma lua cheia e radiante
Sem cortina,
aberto, revelado a mim
Platéia única
de um teatro dos anjos
Que
coreografaram a beleza divina
Do universo
transposto para tablado
Com um roteiro
a ser escrito um dia
Cheio de
mistérios, de sonhos vivos
Plantados na
realidade deste mundo
Cada ator ou
atriz com as suas asas
Desempenham seu
papel do destino
Que eu vou
aplaudir desde o prólogo
Encantado com
tanta beleza e amor
Reparo ao se
acender uma nova luz
Que a peça dos
anjos é um monólogo
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