Ouso dizer que
você não tem graça
Que seus
cabelos são até desajeitados
Que nem causa
inveja às flores da praça
Quando passa
por ela, ignorando desavisados
Ouso dizer que
seus olhos são feios
Que sua boca
não tem nem sensualidade
Que no caso os
fins não justificam os meios
Quando começo
até duvidar de toda a saudade
Ouso dizer que
você não me diz nada
Que dos meus
dias a minha alegria retira
E que mereço
apanhar ao confessar a jogada
De escrever
estes versos falsos no dia da mentira
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