As facas
desenhavam silhuetas
Que tomavam
formas diferentes
E clareando-se,
como se afasta
A névoa,
mágicas se revelavam
Apareciam do
nada os corações
Cavados no gelo
que os derretia
Com o calor que
nele se exalava
Com o amor que
nos dois existia
O príncipe
desenhava as piruetas
Sobre o corte, as
lâminas quentes
Sob a lua que
de bela já se basta
Sob estrelas
que se completavam
Um conto-de-fadas
com emoções
Iguais como o
seu livro descrevia
A princesa no
jardim que sonhava
Páginas que
carinhosamente relia
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