Tinha
a ilusão o poeta
De
guardar para sempre o luar
E
ter assim toda noite a inspiração
Decidiu
aprisionar num balde a lua
Como
se ela pudesse ter dono
E
contou a sua história
A
resposta lhe foi certa
Todos
passaram a lhe ignorar
Chamando-o
do louco sem coração
Disseram
que jamais a lua seria sua
E
a solução seria o abandono
Da
idéia e da memória
Na
noite escura a seguir
A
linda lua não mais apareceu
Deixando
aquele povo bem perplexo
Todos
correram à casa do sonhador
Que
escrevia seu novo poema
E
perguntaram do luar
Ele
se colocou a sorrir
E
disse que não o escondeu
Que
somente guardou seu reflexo
E
mostrou ao povo que com amor
Iria
ter a lua, mesmo pequena
Na
água do balde a brilhar
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