A noite parecia
marcada no calendário
Assinalada por
uma linha de planetas
O céu se abriu
como em um planetário
E daquele
espaço escorreram cometas
Milhares,
milhões de estrelas cadentes
Todas tendo
nossa terra como direção
Visíveis a olho
nu ou através de lentes
Mas causando em
todos uma emoção
E assim
fincaram no chão o seu brilho
Espalhadas na
terra pelo mundo inteiro
Como se Zeus
mandasse o próprio filho
Plantar luz do
Olimpo em cada canteiro
Ficou o nosso terceiro
planeta, no entanto
Como se fosse uma
joia de raro esplendor
Coberta por um
maravilhoso e fino manto
Bordado com o
brilho dos olhos de amor
Até que, então,
o dia claro pôs-se a brilhar
Obrigando as
estrelas a retornarem rápido
E na aventura
que sonhei antes de acordar
Notei que uma
delas havia, por ali, ficado
E era ela a que
tinha o brilho mais intenso
Que na verdade
iluminava todas as demais
Fazendo com que
as outras, como eu penso
Voltassem para
o céu como barcos ao cais
Com essa
estrofe termino esta épica poesia
Que contou em
versos sua história aqui lida
A maneira como
desceu do céu um belo dia
E ficou
iluminando para sempre minha vida
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