Na caverna busco os caminhos por onde andei
Cada degrau que
subi sem onde me apoiar
Conto pedras
que rolaram onde passei
Na caverna
tateio toda a quarta parede
Em busca de um
aplauso ou de um sorriso
Que me faça
mergulhar no rio sem cair na rede
Na caverna
quero livre o sonho e a imaginação
Para que no
palco invoque deuses no atuar
Que me guiem de
volta à uma emoção
Na caverna,
enfim, encontro um lugar
Entre as pedras
e sonhos por onde deslizo
Para cair num
abraço sob as luzes do seu olhar
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