Com um traço
linearmente perfeito
Delineado com
pena de ouro em nanquim
Seguindo formas
clássicas, porém de vanguarda
Simetricamente
repartindo essas jóias que a conduzem
Belíssima criatura
que é condutora desses meus passos
Arrastando-me a
contos de fadas ainda a contar
Às crianças que
creem nesse lindo paraíso
Onde vive um ser
igualzinho a mim
Dos braços às
mãos, nesses abraços
Envolvendo
pernas e balanços nesse mar
Encobrindo até
a cabeça, escondendo o sorriso
Vivendo
fantasias, roteiros fantásticos e sedução enfim
Mergulhando sem
oxigênio na água límpida de um jeito
Como se fosse a
sereia, princesa ou coisa assim
Pronta a me
encantar e tirar dessa jangada
Atirando-me na
água onde reluzem
Estrelas do
mar, cadentes e acesas
E iluminam o
caminho em direção à poesia
Para que a Narf
erga-se por entre ondas brancas
E leve minha
mente e mãos às teclas mágicas da vida
Sem pular
nenhuma palavra que eu termine a obra lida
Inspirando-me
em novos voos sem que trancas
Prendam-me à
realidade crua no dia-a-dia
Pra ser visto
por Narfs ou princesas
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