É
quase sempre calado que o coração acelera
Não
sei se no toque ou na lembrança esquecida
De
um comentário em uma página já perdida
De
um fato apertado, com um toque de espera
É
quase sempre acelerado que o coração ouve
Buscando
algum sentido na palavra já falada
Querendo
alguma alma que o ouça calada
Como
a imagem de uma santa a que se louve
É
quase sempre ouvindo que o coração rebate
Fechando-se
em si sem que ninguém se atente
Dizendo
a verdade mesmo quando a boca mente
E
levando o pobre sorriso, infelizmente, ao abate
E
é sempre rebatendo que ele se ergue, porém
Ao
observar nos olhos o seu verdadeiro carinho
Trazendo
de volta à boca, o sorriso e o caminho
Para
a alma que beija sua mão, no sincero amém
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