Estava a
estrela, pequena, sozinha
Sob a lua
cheia, mas esta não a via
Seu brilho, o
da lua, cruzava a linha
Da estrelinha
que, no escuro, jazia
Um dia, tarde
da noite, madrugada
A estrelinha no
escuro foi assoviar
Piscando,
tímida pra lua, acordada
Que fingia a
companheira não notar
A sentida
estrelinha, ao amanhecer
Desapareceu e
nem deixou vestígio
Mas nossa lua
continuou a aparecer
Achando que
ficou por seu prestígio
E de novo, à
noite, a lua foi esperar
A estrela que
nunca a abandonara
Mas ela ficou
cansada de aguardar
Aquele pontinho
de uma luz tão rara
Então a lua foi
minguar de saudade
E só deu valor
à companheira assim
Quando sentiu
sua falta de verdade
Pensando se a
noite chegaria ao fim
Por fases e
fases o satélite chorou
Pensando ter
magoado o que tinha
De melhor em
todo o céu e parou
De brilhar,
escurecendo-se todinha
Mas em um
cometa de luz um dia
A estrelinha
voltou para o seu lado
Explicando para
a lua, que reluzia
Em outro canto
do mundo adorado
Então me
deixaste sozinha? Indagou
A lua cheia com
uma nova emoção
Eu nunca fiz
isso! A estrelinha falou
Saí de perto,
mas deixei meu coração
E tem mais...
Disse a amiga sincera
Se tu olhasses
pra cima então verias
Que deixei te
guardando na espera
Essas nossas
amigas: as Três Marias
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