domingo, 9 de agosto de 2026

As Guardiãs

 

Estava a estrela, pequena, sozinha

Sob a lua cheia, mas esta não a via

Seu brilho, o da lua, cruzava a linha

Da estrelinha que, no escuro, jazia

 

Um dia, tarde da noite, madrugada

A estrelinha no escuro foi assoviar

Piscando, tímida pra lua, acordada

Que fingia a companheira não notar

 

A sentida estrelinha, ao amanhecer

Desapareceu e nem deixou vestígio

Mas nossa lua continuou a aparecer

Achando que ficou por seu prestígio

 

E de novo, à noite, a lua foi esperar

A estrela que nunca a abandonara

Mas ela ficou cansada de aguardar

Aquele pontinho de uma luz tão rara

 

Então a lua foi minguar de saudade

E só deu valor à companheira assim

Quando sentiu sua falta de verdade

Pensando se a noite chegaria ao fim

 

Por fases e fases o satélite chorou

Pensando ter magoado o que tinha

De melhor em todo o céu e parou

De brilhar, escurecendo-se todinha 

 

Mas em um cometa de luz um dia

A estrelinha voltou para o seu lado

Explicando para a lua, que reluzia

Em outro canto do mundo adorado

 

Então me deixaste sozinha? Indagou

A lua cheia com uma nova emoção

Eu nunca fiz isso! A estrelinha falou

Saí de perto, mas deixei meu coração

 

E tem mais... Disse a amiga sincera

Se tu olhasses pra cima então verias

Que deixei te guardando na espera

Essas nossas amigas: as Três Marias

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