Como o dia e a
noite
Como o lobo e a
águia
Como a fantasia
e o real
Como o sonho
fundamental
Atravessamos
pontes do desejo
No ensejo de
parar essa ampulheta
Que jorra a
areia que torna esse deserto
Um oásis de
caminhos de girassóis abertos
Procurando direções
para onde possamos olhar
Sem, no
entanto, cegar as retinas ao vermos o sol
Que em sua
rotina cede à lua a coroa do céu estrelado
E somente uma
noite, na direção da bússola se encontram
Para então
entrelaçados e sozinhos, arriscarem a sua felicidade
E se
encontrarem como se não fossem o dia e a noite, o sol e a lua
O lobo e a águia,
a feitiço e a benção, o filme e a canção, ilusão e o real
Contrários que
se unem e formam os versos dessa poesia filmada que é sua
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